segunda-feira, 22 de novembro de 2010

1996 Aconcagua Solo

1996 Aconcagua Solo.

   Em meados do ano de 1.996, estava eu pensando em passar uns dias na cidade do Rio de Janeiro, quando mudei de idéia e resolvi ir para a Argentina subir uma montanha chamada de Aconcagua.
   Relato:
    Procurando uma loja de equipamentos de escalada em Porto Alegre em meados deste ano, encontrei o “Rudha de Azevedo” na loja Ar Livre. Ele tinha fotos com neve. Conversando, surgiu a idéia de ir para o Aconcagua.
            Comprei uns equipamentos em Porto Alegre (mochila cargueira com 110 litros da marca Aconcagua, modelo Cordilheira. Barraca para duas pessoas da marca Ferrino, modelo Colorado, entre outras coisas). Em uma loja onde trabalha o Rafael Brito adquiri uma carta topográfica do parque e um livro: Aconcagua – A Climbing Guide de R.J. Secor, 1994, que fala muitas coisas do local (muitas coisas eu iria escrever muitos anos depois, esse livro foi apenas uma referência inicial).  
            Conversei com algumas pessoas, salientando o Rafael Brito que me forneceu muitas dicas.
            Planejei a expedição em dois meses. Peguei um desconto em férias de 25 dias, tempo que eu tinha disponível.
            A organização se deu na casa do meu avô paterno sr. Svem (casa que hoje não existe mais). Lá comecei a organizar a mochila de 110 litros. Na 7* arrumação ela ficou pronta, com quase tudo dentro e um pouco por fora.  
   Com um livro / guia do Aconcagua em inglês, comecei a organizar essa viajem.
   Espalhei 3 caixas grandes pra selecionar o material. Piolet de cabo de madeira e bastões de caminhada com tubo de PVC (não uso mais isso...)

Itens pré selecionados em caixas.

   Sem falar espanhol, selecionei as frases a serem usadas, as mais usuais e juntamente com um dicionário português-castelhano-português, resolvi provisoriamente, o fato de não dominar o idioma da Argentina.
   Eu iria para o Aconcagua sem mulas e solitário, com 45 kg de carga inicial.
   Dia 20 saí de Porto Alegre por volta das 19 horas, pela empresa Pluma, que fazia regularmente o trajeto Porto Alegre – Santa Fé na Argentina.
   Dia 21 cheguei a rodoviária de Santa Fé, pelas 10 horas. Com o dinheiro contado, não pude deixar a mochila no guarda volumes. Meu ônibus para Mendoza sairia as 20 horas. Fiquei ao lado da minha mochila o tempo todo e pude observar o andamento daquele setor por umas 9 horas.O embarque foi na rodoviária de Porto Alegra no dia .... O ônibus saiu pelas 19 horas. Na fronteira - Passo de los Libres - quem fez o pedido (autorização / documento para permanência na Argentina), foram os próprios. Eu nem desci do ônibus. 
   No trajeto teve muitas paradas, geralmente de 4 em 4 horas.
  Chegou! Olhei... parecia ter dois andares. Bem... colocar a bagagem, procurar o banco, tentar dormir um pouco.
   Dia 22 Noutro dia, pela janela percebi umas nuvens no horizonte... Passadas algumas horas, percebi outras nuvens.
   Não eram nuvens, era neve no topo de montanhas!!!
   Enfim, Mendoza! É só pegar o mochilão e ira para o ponto de taxi e fui para o hotel Savoy (?). Fiz a ficha, peguei um quarto com banheiro, larguei as coisas, fui ver do "permisso" (permissão / ingresso) para subir a montanha Aconcagua - a venda naquele ano era uma casa no parque San Martin. Te atendiam em uma janela, interessante, era o guichê...
   Dia 23 organização geral e turismo.
   Dia 24 Peguei o primeiro ônibus para  o vilarejo Puente del Inca pela empresa Uspallata. Viagem tranqüila sem contratempos. Pelas 10h e 30min estava em Puente. Quando tomava inicio da caminhada para a entrada do parque, um homem em uma caminhonete branca com a caixa aberta atrás, ofereceu uma "carona" para a entrada por 5 dólares. Cheguei em minutos. Apresentados os documentos de ingresso na portaria do parque, que na época era em uma cabana, tomei a trilha e me pus a caminhar. Passei por uma placa escrito "Confluencia 4 horas". Hum... Certo!...Levei 7 horas ! Cheguei exausto, mas ainda de dia. Encontrei um lugar para armar a barraca e pronto. Nota: este acampamento está atualmente instalado em um local maior e fica uns 15 minutos antes da posição anterior. 
   Eu tinha caminhado 7 horas em um ritmo caminha muito, descansa, caminha, parava, caminha... Eu tinha levado uns bastões feitos com tubo de P.V.C.. mas todos que passavam tinha os modernos bastões de caminhada telescópicos e, por vergonha não utilizei os meus até então.
   Dia 25 Natal. Fiz pequenos passeios locais. Com diferenças de altitude por volta de 100 metros. Na verdade eu não estava afim de fazer passeios fora das trilhas e acabar me perdendo (depois descobri que se perder é uma coisa relativa, ali neste acampamento, a não ser que a noite ou a visibilidade seja a causa).
   No entardecer, caminhei pelo acampamento e vi uma barraquinha que algum dia foi azul. Tinha uns remendos com "silver tape", aquela fita cinza. Na frente dela tinha uma bota de couro com uns 2 a 3 centímetros de sola descolada.... Uma panela toda amassada, formato semi circular, e os bastões...Varas de madeira (retangular!) e a empunhadura de tecido enrolado com barbante! Com esse material ninguém vai prestar atenção nos meus. Pelo menos minha barraca é nova, pensei. Amanhã vou usar meus bastões marrons de pvc !!!
   Dia 26  De manhã, ajeitei tudo e sai antes de muitos trakers. Na primeira hora fui ultrapassado por quase todos que passaram a noite neste acampamento. O trajeto de "playa ancha" ou praia larga foi sofrido, atravessei inúmeros rios pequenos, molhei meus pés, as botas... quando se faz uma curva acentuada a direita, caminhei mais umas dezenas de metros e parei. Estava cansado e sabia que não chegaria ao acampamento base naquele dia...
   Encontrei uma pedra grande e, mesmo sabendo que o local não oferecia total segurança quanto a avalanches de pedra, montei minha barraca. A prioridade máxima, era a água!!!
   Estava cansado... fui dormir, água amanhã na primeira hora!
   Dia 27 Desci uma ribanceira de 20 a 25 metros de desnível... tinha gelo sobra a água! Achava que era espuma, espuma de sabão ou detergente. Era gelo! Pelas 9 da manhã... gelo... A subida que foi desgastante. Coloquei a água barrenta em um filtro de café e depois a fervi. Eram uns dois litros. Muito pouco. Comi comida liofilizada. Usei o dia para descansar. Estava próximo a 32º41'36.60"S e 70º03'13.91"O e, a uma altitude próxima de 3.850 m.
   Dia 28 Desmontei acampamento e de manhã mesmo segui rumo ao acampamento base. Perto de "mulas ruínas" me engasguei com o último meio litro de água e acabei quase vomitando tudo...Estava a menos de meio quilômetro. Parei, descansei. Estava com uma sensação térmica de calor, apesar da temperatura estar amena. Por fim cheguei a esse ponto de referência. Encontrei uns argentinos e um francês, que falava muito bem o espanhol. O pessoal achou que eu era um europeu tentando falar castelhano, foi muito engraçado. Eu disse que era brasileiro, então um disse:"qual é o presidente do Brasil?" E me deu um branco... Não recordava... Depois de uns 3 minutos, lembrei da sigla FHC e disse Fernando Henrique Cardoso. Mas isso não os convenceu. Mostrei minha identidade e eles continuaram desconfiados. Então, o francês ofereceu água para nós e como achávamos que era apenas uma cortesia, recusamos e ele começou a derramar no chão... Não! Gritamos quase em coro. Ele disse que era para subir mais leve ao acampamento base. Ele tinha uma mochila muito pequena. Depois descobri que a maior parte dos equipamentos dele e de muitos outros, vão pelas mulas (já sabia disso, porém: assim fica mais fácil...). Comecei a subir. É uma rampa muito inclinada que se sobe em "zigue zague". Do ponto de referência que é esta casa destruída -ruínas - até o topo da "subida brava" deve ter uns 180 metros de desnível. É uma subida cansativa. Cheguei no topo muito cansado e derrepente me deu uma hemorragia nasal. Segurando o nariz com uma mão e procurando a caixa de primeiros socorros com a outra, fui procurando sanar o problema. Pronto: um "charuto" de gaze no nariz! Caminhando encontrei uma cabana do Exercito Argentino aonde pedi água. Me deram uns 400 ml e a caneca estilo militar de colocar em baixo do cantil era fabricado pela Eberle, cuja empresa situava-se em Caxias do Sul, cidade que resido.Me deu uma grande satisfação encontrar algo que foi fabricado em meu país. Pus-me a caminhar. Cheguei no acampamento base "Plaza de Mulas". Montei minha barraca. peguei minha mochila pequena e minha picareta de marcha e vi, lá longe um glacial. Fui para lá pegar gelo para derreter e fazer água. Jantei e fui dormir.
   Dia 29 Passei o dia descansando parecia que eu ainda estava cansado. Não tinha ido aos pés. Número dois, como chamo. Fui pegar água. À noite tomei 1/2 laxante.
   Dia 30 Nada de defecar. Comecei a ficar preocupado. Meus dias de expedição estavam começando a acabar. De noite tomei 1 e 1/2 laxante.
   Dia 31 Ainda bem que minha barraca era próximo ao banheiro. Defequei muito. Desde cólicas abdominais a tonturas. Sabia que era passagem de ano. Pelas 22 horas o acampamento base estava todo agitado, com pessoas gritando "Feliz Año Nuevo" para todos os lados. Comi chocolate. Pasmem... Atacou meu fígado! Dez horas e meia eu estava dentro do meu saco de dormir, tentando pegar no sono. Nem ví a passagem de ano. Lembro das pessoas soltarem aqueles sinalizadores vermelhos que é uma "bengala". Já que fogos de artifício com explosões são perigosos e podem provocar avalanches.
   Dia 01 Primeiro dia do ano! E eu com diarréia... Antes não ia ao banheiro. Agora penso em me mudar para o banheiro... Amanhã vou subir para o acampamento Berlim. Antes eu tinha todos os dias necessários para fazer o cume dessa montanha. Agora tenho cada vez menos dias...
   Dia 02 Acordei cedo. Está tudo pronto. São nove horas e o sol não iluminou o acampamento. Isso porque ele nasce atrás do Aconcagua. Olhei o termômetro. Doze graus negativos. Comecei a subir. Subia lentamente. Para facilitar a arrumação da mochila, coloquei as roupas no fundo, depois a comida e por fim o saco de dormir. Caminhava muito lentamente e descansava bastante. Caminhava uns 20 passos e descansava alguns minutos... Passaram-se umas seis horas. Eu estava cansado...Eu estava a uns 5.000 metros de altitude. Sentado observava a paisagem. Impressionante! Passou um guia por mim. Perguntou-me se eu estava bem. Eu o disse que sim, mas não o convenci... Ele sugeriu-me a descer. Ele estava com um cliente de fisionomia oriental. Trocamos as mochilas. Chegamos no "base", fiz um lanche com ele e parte de sua equipe, em uma barraca que se podia ficar em pé com mesas e cadeiras, e tonéis de comida. Coloquei minha barraca no mesmo lugar que tinha posto antes. À noite veio um médico a minha barraca e ele solicitou me comparecimento a enfermaria no dia seguinte.
   Dia 03 Fui a enfermaria e fiz uma avaliação. Diagnóstico: desidratação e inanição. Tratamento: beber muita água comer bem e no outro dia descer.
   Dia 04 Juntei minhas coisas e desci. No caminho encontrei uma moça canadense que estava com uma mochila enorme! Parecia uma enorme mochila e duas perninhas. Cheguei ao acampamento Confluencia. Me alimentei e passei a noite ali.
   Dia 05 Em umas 4 horas estava saindo do Parque Provincial do Aconcagua. Estava na estrada esperando o ônibus, mas resolvi descer para a vila Peunte del Ica e de lá embarquei para Mendoza, chegando no mesmo dia. E indo para o mesmo hotel.
   Dia 06 Fui ao mercado e comprei um sabonete hidratante, mas minha pele demorou para voltar ao normal.
   Dia 07 Para Santa fé.
   Dia 08 Para o Brasil e para Caxias do Sul.

F I M






sexta-feira, 23 de abril de 2010

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Circuito 6.000

   Sempre tive vontade de voltar aos Andes (Aconcagua 96/97 e 98/99), mas seria uma coisa simples. Ir a Puente del Inca e subir em algumas coisas por lá. Na verdade era um circuito de 4.000 metros, ou seja algumas montanhas de 4.000 4.500 metros de altitude. MAS, se é para ir até lá, então poderia subir em algumas de 5.000 metros. Decidi, então organizar um "circuito" 5.000.
   Com uma fotografia por satélite, percebi que algumas montanhas era relativamente "próximas" uma das outras: Cerro Plata, Tupungato, Mercedário, e nosso tão estimado Aconcagua.
   Com o "google earth" percebi que isso era "deveras impossível" ficar pulando de montanha a montanha pelas montanhas...
   E precisaria de muitos dias (+- 120...), luxo que não disponho. Inicialmente vou pelo método convencional.
1º cerro plata 6.000 metros, volta para Mendoza, vai para Tupungato, volta para Mendoza, vai para Mercedário, volta para Mendoza, vai para Aconcagua, volta para Mendoza, > Brasil.
>>> Caxias do Sul, 25/10/2010 - somente rolou Cerros: Plata (dois cumes em três tentativas), Vallecito, Andresito, Arenales, Lomas Blancas, Estudiante, Pico XXX, outros de 3.000 m.s.n.m., dois reconhecimentos ao Rincon, dois reconhecimentos ao Lomas Amarillas, Aconcagua (tempestade aos 5.200 m.s.n.m.), reconhecimento ao cerro Santa Elena, Visita ao monumento do aviador Matienzo na Quebrada de Matienzo, outros... foram 84 dias fora de casa...<<<
SEGUE...
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Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde. As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
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Montanhismo I

MONTANHISMO


   O montanhismo é um JOGO, um esporte, uma disciplina, que você escolhe na liberdade e na prática da liberdade. Mas essa liberdade exige a sua máxima responsabilidade. Máxima responsabilidade para ser dono dos seus atos, e para reconhecer e respeitar seus próprios limites.
   O terreno do jogo, a alta montanha, é de grande exigência e as aprovações da natureza selvagem, são imediatas e inapeláveis. Transgredir seus próprios limites implica graves conseqüências, inclusive a perda da vida e/ou arrastar outras pessoas a situações perigosas de duvidoso final.
   Toda as variáveis desse JOGO são previsíveis, depende do grau de experiência, sentido comum e inteligência de quem o jogam e é uma questão de probabilidades. Mas, nem todas as variáveis são manejáveis. Tormentas, avalanches, etc, são previsíveis mas não manejáveis. A técnica , o treinamento, o equipamento, a seleção dos companheiros, a estratégia, a tática, a técnica, os conhecimentos, liberdade e responsabilidade, são previsíveis e manejáveis. Além do mais, há de contar com o “fator humano”, que é a possibilidade constante de cometer erros.
   Estar no lugar correto, com o equipamento necessário, no momento justo, solitário
ou com companheiros apropriados, no alpinismo é todo luxo da inteligência e da experiência, se quiser, um ato de elegância.


Intenção inicial da criação do site.


   Inicialmente, a minha idéia de blog era pôr ao alcance de todos, conhecimento ou fontes de discussão relativa as “ATIVIDADES NA NATUREZA RECREATIVA OU PROFISSIONAL”.
   Um certo dia, a tarde, pelo parque Cinqüentenário, em Caxias do Sul, parei, como ocasionalmente faço, para perguntar sobre a qualidade das vias, pois participei individualmente e coletivamente de aproximadamente 9 vias neste local. Para minha surpresa eram conhecidos! Um deles perguntou-me sobre a colocação dos “pinos” e conversamos por uma hora. Desde os tipos (grampos, chumbadores, chapeletas) até a variação de tipos de tipos de aços.
   Acredito que passado uns dois meses, se a pessoa que conversava, não anotou tópicos ou curiosidades da conversa, hoje não lembraria de 90% do conteúdo. Se naquela época tivesse algum local de informações (SITE). Simplesmente daria cartão com o endereço e ele esclareceria mais dúvidas.
   O segundo tópico dessa página é minha teoria de que uma pessoa, sem problemas cardíacos, respiratórios, renais e outros, poderia usufruir as atividades de montanha (aos pés da “alta montanha”). Ela ainda, não poderia ser sedentária pois esse tipo de atividade exige um mínimo de condicionamento físico.
   Essa teoria, inicialmente, dei-lhe o nome de “A Conquista dos 4.000 m.” Apesar de que os cumes a serem atingidos seriam até 4.600 metros de altitude. Um lugar de fácil acesso, que já estive, é nas proximidades de “Puente Del Inca”, vilarejo localizado na “ruta nacional 7”, Cordilheira dos Andes, próximo à Mendonza da Argentina.
   Terceiro propósito dessa página é a interação de conhecimentos, vivências e sugestões das pessoas diretamente ou indiretamente ligadas ao Montanhismo em geral.
   Quarto propósito: Analisando uma fotografia por satélite surgiu a idéia de fazer um circuito alpinistico (quero dizer, andinístico – Alpinismo é nos Alpes, como imalaismo é no Himalaia, apesar de que o termo Alpinismo é mais usado).
   Esse circuito compreenderia uma série de montanhas de 5.000 metros de altitude (m.s.n.m.= metros sima nível del mar - ARGENTINA).
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Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde. As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
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   Algumas de 4.000 m.s.n.m. De repente, veio a idéia de um circuito de 6.000 m.s.n.m. compreendendo o cerro Plata, cerro Tupungato, cerro Mercedário, Aconcágua não por causa do valor de Ingresso ao parque.
   Conversando com um amigo de Porto Alegre ele sugeriu ir para o Plata e fazer as montanhas de 5.000m da área. Comentou ainda que uma expedição grande com mulas transportando equipamentos e alimentos fizeram o trajeto: Mercedário - Puente Del Inca. Minha principal dúvida, no que fazer está diretamente no calçado que tirei antes da viagem. Atualmente conto com uma bota de couro e com mais uma polaina inteira (tipo cobre-bota) poderia atingir o cume das montanhas de 4.600 m.s.n.m.
   Com a bota Trilogia do Snake, partiria para as de 5.500 m.s.n.m. e com uma GTX do Salomon (por ter solado rígido) ou a bota dupla (bota plástica com uma botinha interna de revestimento térmico), as de 6.000 m.s.n.m.
   Através de um site de relevos/imagens por satélite localizei o Co. Juncal de 6.000 e bico. Mas sua localização é no Chile e partindo de Puente del Inca é deveras longe.
   Finalizando, provavelmente alugarei uma bota dupla de algum amigo aqui em Caxias do Sul. E partirei para Cerro Plata pelo seu fácil acesso e dali verei as probabilidades das montanhas de 6.000 m.s.n.m. Ainda, está no cronograma ir para Puente del Inca e conseguir dados para a teoria dos “4.000”. A princípio, terei mais ou menos 65 dias livres, desde a saída e a chegada em Caxias do Sul.
   5 de dezembro de 2005.


Nutrição


“Liquido mais importante que o alimento”.


Prioridades:
01 líquido – combustível para derreter neve;
02 vitaminas e sais minerais;
03 liquidos aromatizados e/. Ex: chás, sucos,
04 sólidos: comida


Informações adicionais:
Ø rins requerem 60 a 90 minutos para processar a água em excesso;
Ø 2 xicaras de liquido 2 horas antes do treinamento;
Ø para manter o volume, 125 á 250 ml de líquidos, de 5 a 10 minutos antes do treinamento ou competição;
Ø segundo o Dr. Larry Armstrong, a água leva de 9 a 18 minutos para deixar o estomago e chegar a pele;
Ø 250ml a 300ml a cada 15 / 20 minutos de exercício intenso;
Ø beber antes de sentir sede. Quando aparece a “sede” a pessoa pode ter perdido 1% de água. Para uma pessoa de 70 kg seriam 0,7 kg ou aproximadamente 3 xícaras;
Ø perda de 3 %, interfere no treinamento.
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Regra de ouro geral: 1 (um) litro de água para cada 1.000 calorias gastas.
Ø reposição de sódio, só se treinar mais que quatro horas;
Ø prevenir a hiponametria (baixo sódio sangüíneo);
Ø Ex: perda de 250 a 500 miligramas de sódio por hora = reposição de 600 a 1.200 ml de “GATORADE” por hora;
Ø cuidado com “a vontade de comer comida salgada”, pois pode-se ingerir mais que o suficiente.
Ø uma colher de chá de sal – aprox. 2.300 miligramas de sódio.


Escolha de líquidos:
- seltzer (?) - esports drinks - sucos - sopas
- café ou chás descafeinados - refrigerante - leite
- chá de ervas - limonada - vitaminas de frutas


Referente ao capitulo I do guia de nutrição desportiva de Nancy Clark


- evitar ficar faminto;
- 6 nutrientes: carboidrato, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e água.
- 60 % das calorias deveriam ser carboidratos: frutas legumes pães grãos.
- Gorduras: óleo de oliva, milho, canola (menos de 25% das calorias/dia).
- Proteínas: carnes e feijões.
- Vitamina A complexo B C D E K
- Minerais: ferro magnésio, sódio potássio cromo zinco
- Água
- Ferro 18 mg/dia
- ! grãos e amido abastecem s músculos, protegem contra a fadiga muscular desnecessária, reduz a constipação.
- Perâmide alimentar
- cereais, farelo de trigo, fibras = vit B e Ferro
- 2 fatias de pão de centeio com seus grãos = 100 mg de potássio e 10 mg de magnésio
- banana: potássio, beterraba 170 mg ervilhas verdes 1 xicara 440 mg de potássio
- manteiga de amendoim (amendoim torrado moído com óleo de soja, geralmente, açúcar e outros. aparece muito nos filmes americanos, onde é passado no pão) não tem colesterol, 2 colheres de sopa = 9g de proteína
- pescado 115g cozido = 30 g de proteína


capitulo II


- selênio serve de proteção para a membrana celular
- beta caroteno protege o sistema imunológico
- antiácidos contém sódio
- potássio: trigo integral, aveia, + batatas que arroz no cardápio
- ! ! ! café pode interferir na absorção de ferro
- cromo: 2 xic de ervilhas, 4 colheres de levedura de cerveja, 3 ameixas cecas


Cap III


CAFÉ DA MANHÃ SEM FOGO:
Bolachas, amendoins, frutas secas – média 500 kcal
- cereais > são mais rápidos de fazer, são convenientes = + carboidratos +fibras+ferro+cálcio+versáteis ter sempre de 10 a 18 variedades
- escolher os cereais enriqucidos com ferro
- Vitamina E = acetato de alfa-tocoferol
- Exemplo 1 dos ciclistas:
7h55min água
8h00min 45 min ciclismo moderado
8h45min 15 min ciclismo em alta velocidade
= 159.143 newtons/m de energia
- Exemplo 2
8h00 min desjejum rico em carboidratos
11h45 min doces e água
12h00 min 45min ciclismo moderado
12h45min 15 min ciclismo em alta velocidade
= 194.738 newtons/m de energia.
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6.962 m.
Vou escrever aqui algumas coisas que deve saber. Vou escrever direto, sem me preocupar com a ortografia, ok?






Aconcagua
Como você já viu as fotos, parece um lugar tranqüilo, porém não se iluda, pois são simplesmente imagens. Aqui vai um tira dúvidas:


Se você está organizando sua própria expedição, comece uns 6 meses antes para dar folga de algumas semanas aos preparativos finais. O treinamento deve começar no mínimo de 6 meses podendo passar de 24 meses.
SOBRE O LUGAR: esse é um dos lugares que mais me fascinou, com seu colorido, mesmo que seja uma região árida, pela grandiosidade das montanhas e pela relação homem versos natureza. Aconcágua quer dizer: sentinela de pedra, portanto ela é basicamente rocha. A temporada compreende dezembro, janeiro e fevereiro. Os melhores dias são em dezembro e janeiro. Não é regra, janeiro de 1999!


obs.: daqui em diante vai apenas compilações.


ALTITUDES: Mendoza é +/- 700m de alt.. O último lugar que se vai de ônibus é Puente del Inca 2.720 m.( qdo. for m. leia-se altitude = alt.) . O próximo acampamento é Confluência 3.380 m. Depois, o acampamento base: 4.230 m.. Após Canadá, 4.910 (5.050 m no meu GPS em março de 2006). Nido de Condores: +/-5.500m. Berlim: +/- 6.000m. O mais alto refúgio registrado, atualmente em ruínas, Independência 6.300 m. E o cume 6.962 m.
VEGETAÇÃO: é raro acima dos 3.500m. Diferente do Everest que tem por volta dos 4.500m.
VENTOS: são comuns. Normal de 40km/h até, dizem..., 200km/h.
AREIA: espécie de tempestade. O vento faz levantar a areia formando uma parede alta, passando por você, e durou em média um minuto.
HIDRATAÇÃO: acima dos 4.000m. tem que tomar 5 litros de água por dia ou mais. Sendo que sua urina deve sair clara. Eu usei o método de tomar 4 a 5 litros de água a partir dos 2.720 m. e 5 L ou mais a partir dos 4.000 m.
ACLIMATAÇÃO: essa é uma parte delicada, dizem livros que deveria subir 300m em altitude por dia. Acarretando o seguinte cálculo: quase 7.000 m menos 2.700m. é 4.300m divididos por 300 dá 14 a 15 dias. Mas nem todos os lugares têm água ou lugar próprio para acampar. O método mais usado é o: destes de serra. Mais ou menos um sobe e desce. Ou seja:
dia 1 - está a 4200 m vai até 5000 e retorna a 4200
2-está ainda a 4200 acampado vai até 4910 leva algum equipamento e retorna
3-sai de 4200 vai a 4910 e fica.
4-...
NOTA: essa parte é complexa.
MALES: o primeiro é a dor de cabeça. Causa: subida muito rápida, ou desidratação. Tratamento: parar de subir, sentar, tomar um litro de água vagarosamente, se não passar, uma grama de aspirina ( 2 x 500 mg ) se não passar interromper a ascensão e descer. Se a sor for muito forte tipo enxaqueca e com esses últimos não melhorar descer pelo menos 1.000 m.


Segue...
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. DICAS PARA ASCENSÃO DO ACONCÁGUA
VIA: ROTA NORMAL


   Aqui veremos certas dicas que, através de leitura, conversa com outros escaladores mais experientes, e mesmo pôr experiência própria, achei válido pôr no papel.
   Digamos que eu não sou um "marinheiro de primeira viajem", mas também não sou um "expert" no planejamento de grandes expedições.
   Aqui vai algumas dicas sobre do que já fiz: tive meu primeiro contato com esse negócio de acampar em abril de 1980, e de lá para cá venho usufruindo de técnicas que tive a oportunidade de conhecer. Acampei bastante na região de Caxias do Sul , Passo Fundo, ... ,no Rio Grande do Sul, pude realizar
uma decida no Taimbezinho em Cambará (1988), antes que este virasse parque (com um monte de regras sobre travessias dos canoins).
   Em fevereiro de 1990 conheci a escalada em rocha, e desde então venho escalando sempre que tenho tempo.
   Participei também de caminhadas, Caxias do Sul à Lajeado Grande em 1987 (87 km ), Caxias do Sul à Tramandaí em 1994 (263 km), Itajaí à Florianópolis em 1995 (120 km).
Tive a oportunidade de escalar em Curitiba, Marumbi (2.1?? ). No Rio de Janeiro, Pico das Agulhas Negras (2.787 m) e Pico das Prateleiras (2.540 m)
Travessia de “cânions” duas vezes o “fortaleza”.
   Bem, vamos ao que interessa:
   Se você vai de ônibus saindo de Porto Alegre para Santa Fé, terá que fazer uma pequena pausa na viajem, 10 horas, na troca de ônibus, ou seja quando embarcar para Mendoza.DICAS: Logo que chegar, compre a passagem para Mendoza,??, deixe sua bagagem no porta volumes, que fica abaixo do posto telefônico. Geralmente por vários volumes eles cobram menos que seria. Ali vende "tarjetas telefônicas" que seria o nosso cartão telefônico. Ligue para casa, afinal têm pessoas preocupadas com você. Agora, se não quiser mofar no "terminal de omnibus", passe nas informações que fica quase em frente e pegue um "plano", mapa da cidade e vá fazer um ' tur. ' Não se esqueça de dar uma folga nos Horários para não se atrasar.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Introdução

Começarei com o que penso. Penso que é possível usufruir das atividades recretivas e/ou esportivas no meio, que chamamos de "natureza" (apesar que, natureza é tudo).
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